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CARTA AO GOVERNADOR - enviada à CASA CIVIL em 24.10.2020

Caro Governador

Os empregados da FEPAM querem manifestar a inconformidade com as atitudes de seu governo.

Gostaríamos de informar que não somos responsáveis pela atual situação do Estado do Rio Grande do Sul. Pela sua penúria financeira e econômica. Nos últimos anos, a nossa negociação tem sido simplesmente perder os benefícios conquistados ao longo destes anos. Desde a negociação da data-base de 2019, já em seu governo, os empregados de fundações não solicitaram nenhum aumento real; estamos negociando e protelando o pagamento das perdas pelo INPC, além de termos o corte de progressão na carreira, que era uma premissa do governo para negociar.

Iniciamos a negociação da nova data-base, 2020, em meio à pandemia do coronavirus.  Ocorre que os técnicos da FEPAM continuaram a trabalhar – nenhum de nós deixou de atender durante a pandemia, seja presencialmente ou em teletrabalho. Amargamos a perda de vidas de colegas de outras fundações neste período, em pleno cumprimento do seu trabalho.

Para nossa surpresa, a proposta feita pelo governo para 2020, após a negociação de 2019 representar perdas e reduções de conquistas antigas, apresentada prevê mais ainda a retirada de direitos, que listamos abaixo:

•          Nenhum compromisso de pagamento, quer seja parcelado e em data futura, do INPC.

•          Total descaso com várias cláusulas que permitem o caráter regulatório ao trabalho.

•          Intransigência na mesa de negociações, massacrando os empregados com negativas e posições sem nenhum caráter social.

  • Total falta de compromisso com os servidores e com os empregados públicos.

Lembramo-nos que na campanha eleitoral para o governo do Estado em 2018, o então candidato Leite disse que iria tratar os servidores e os empregados públicos de modo justo e cordial. O que não acontece atualmente.

Estamos sendo massacrados por uma política de extinção e

Solicitamos sua interferência para que possamos acertar em bom termo esta negociação, visto que nossas atividades são consideradas essenciais.

Queremos dignidade e os nossos direitos conquistados ao longo dos anos.

 

Nilo Sérgio Fernandes Barbosa

Presidente da ASFEPAM

24.10.2020